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Há muitas opções de leites para bebês disponíveis no mercado, mas justamente por existirem muitas opções é que essa tarefa pode virar um grande desafio, até se conseguir entender qual é a mais indicada para o seu bebê. Sabemos que amamentar exclusivamente durante os primeiros seis meses de vida é a melhor maneira de alimentar seu bebê, no entanto, nem todas as mães podem amamentar, e algumas optam por não o fazer.

O leite será necessário de forma exclusiva durante os primeiros 6 meses, mas ainda terá o seu papel quando a introdução alimentar do bebê começar.

Leites para bebês

Este post tem como objetivo ajudá-lo a escolher a fórmula certa para seu bebê, interpretando a ciência por trás da fórmula infantil.

As fórmulas infantis

Apesar de mais de 100 anos de pesquisa, os cientistas ainda não conseguiram identificar todos os componentes encontrados no leite materno, portanto, as empresas de fórmula infantil não conseguem replicar exatamente o leite materno.

Não existe uma fórmula infantil que seja mais próxima do leite materno do que outra, pois além do leite materno ser nutricionalmente compatível com o bebê, ele ainda contém anticorpos que serão passadas da mãe para o bebê.

Os chamados “leites para bebês” ou “leites infantis” são fórmulas industrializadas elaboradas especificamente para atender as necessidades de acordo com a idade do bebê.

Todos os leites para bebês são compostos por um equilíbrio de proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais. Existem regulamentos em vigor que devem ser seguidos por todos os fabricantes de fórmulas para garantir que o perfil nutricional dos leites para bebês seja semelhante e atenda a certos padrões. Quase todos os leites infantis são baseados em proteína de leite de vaca, mas leite de cabra e proteína de soja também são ocasionalmente usados.

Essas fórmulas infantis contêm concentrações maiores de nutrientes do que o leite materno, devido à sua menor disponibilidade.

Se o bebê estiver recebendo uma fórmula infantil, não há necessidade de suplementação de ferro e vitaminas, nem de outros alimentos antes dos 6 meses de idade. É importante respeitar o modo de preparo, pois a quantidade necessária do produto pode variar de acordo com o fabricante.

As fórmulas infantis são classificadas nos seguintes tipos:

Fórmulas Padrão

  • de Partida
  • de Seguimento

Fórmulas Especiais

  • Sem lactose
  • Anti-regurgitação
  • Soja
  • Hidrolisadas
  • Extensamente hidrolisadas
  • Para prematuros
  • Leites “conforto”

Vamos conhecê-las um pouco mais?

As fórmulas padrão são utilizadas para lactentes em geral, que não possuem nenhuma condição específica de saúde. São feitas a partir do leite de vaca, visando a aproximação do leite humano e são classificadas em fórmulas de partida e de seguimento.

Fórmulas de partida e de seguimento (números 1 e 2)

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A fórmula infantil chamada “de partida” (caracterizada pelo número 1) é utilizada até os 6 meses de idade do bebê (quando não foi possível amamentar o bebê ou quando, por algum motivo específico, inicia-se a introdução alimentar antes do 6° mês de vida).

A partir do 6° mês utiliza-se a fórmula “de seguimento” (caracterizada pelo número 2).

Ambas as fórmulas possuem um teor semelhante de proteínas, entretanto a de seguimento possui um teor mais elevado de ferro, garantindo as necessidades do bebê maiorzinho.

Em relação às proteínas, a diferença entre a fórmula de partida e a de seguimento é o tipo de proteína que é usada. O leite infantil de partida possui predominantemente proteínas do soro de leite, enquanto que o leite infantil de seguimento contém mais proteína caseína.

A caseína leva mais tempo para ser digerida, pois forma como uma “coalhada espessa” no estômago, fazendo com que o bebê se sinta cheio por mais tempo. Não dará mais nutrição a um bebê com fome e de fato, um bebê que pareça mais faminto, exigindo maiores quantidades e/ou frequência de leite, geralmente precisa de mais nutrientes para o estágio de desenvolvimento no qual se encontra.

Fórmulas especiais

Fórmula sem lactose

Outro tipo de fórmula infantil disponível são os leites sem lactose. Esses só devem ser utilizados sob indicação e supervisão médica. É muito raro um bebê ter verdadeira intolerância à lactose, e ainda rara, mas um pouco mais comum, é a alergia à proteína do leite de vaca, que uma fórmula sem lactose não trata com sucesso.

Se seu bebê apresentar sintomas de diarreia, vômito ou sinais de reação alérgica, como eczema, erupção cutânea, pele avermelhada, inchaço, inchaço facial ou dificuldades respiratórias, procure ajuda médica para um diagnóstico adequado.

Diarreia também pode ser um sinal de uma alteração na barriguinha ou de infecção. Às vezes, os bebês desenvolvem intolerância transitória à lactose após alguma alteração.

No entanto, isso geralmente é de curto prazo e seu médico ou nutricionista o aconselhará sobre quando reintroduzir a lactose. A fórmula infantil sem lactose contém um tipo diferente de carboidrato, que é mais prejudicial para os dentes emergentes de seu bebê, portanto, é realmente importante que essas fórmulas sejam usadas sob supervisão.

Fórmulas anti-refluxo ou anti-regurgitação

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Fórmulas anti-refluxo ou anti-regurgitação também estão disponíveis. Os pais costumam tentar essas se o bebê regurgitar com frequência após uma mamada ou se suspeitarem de refluxo. No entanto, é importante notar que regurgitar uma pequena quantidade de leite após cada mamada é bastante normal, pois pode levar alguns meses para o anel dos músculos na parte inferior do esôfago (chamado esfíncter esofágico inferior) estar completamente maduro. Às vezes, basta reduzir o volume de cada alimentação e alimentar o bebê um pouco mais frequentemente, ou mesmo ajustar a posição da alimentação.

Esses tipos de fórmula infantil devem ser usadas ​​com cautela. Procure aconselhamento do seu médico ou peça uma referência a um nutricionista se você estiver pensando em experimentar um desses. Se seu bebê se sentir muito desconfortável após as mamadas, estiver chorando, arqueando as costas e geralmente sentindo desconforto, é importante ir ao médico.

Também pode não ser refluxo e outras condições devem ser exploradas. Além disso, o verdadeiro refluxo pode precisar de medicação para gerenciá-lo.

Fórmulas à Base de Soja

Também estão disponíveis fórmulas para lactentes à base de soja, que são indicadas a bebês que tenham alergia à proteína do leite de vaca ou um distúrbio metabólico hereditário raro chamado galactosemia (uma deficiência de lactase, a enzima que digere a lactose). Em qualquer um dos casos, é importante procurar aconselho médico ou nutricional, pois há bebês que apresentam os sintomas da alergia mesmo com fórmulas à base de soja.

A Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso de fórmulas infantis à base de soja para bebês menores de 6 meses. Entretanto, a Academia Americana de Pediatria sugere o uso dessas fórmulas como alternativa para substituição ao leite materno desde o nascimento em lactentes nascidos a termo para mães vegetarianas estritas.

Fórmulas hidrolisadas (ou semi-elementares)

São fórmulas à base de hidrolisados proteicos – onde as proteínas presentes já foram quebradas (hidrolisadas) em pedacinhos menores (oligopeptídeos), os quais são incapazes de desencadear a resposta imunológica que leva à alergia. São indicadas para diarréia crônica, má-absorção, alergia alimentar, alergia à proteína do leite de vaca e da soja.

Fórmulas Extensamente hidrolisadas (aminoácidos livres)

Além das fórmulas hidrolisadas, há ainda as extensamente hidrolisadas. Nessas fórmulas, as proteínas já foram completamente hidrolisadas (quebradas), resultando em aminoácidos livres (100%).

São indicadas nos casos nos quais não se obteve sucesso no tratamento com fórmulas semi-elementares (pois quanto mais extensa é a hidrólise (quebra) das proteínas, menor é a capacidade de desencadear resposta alérgica).

São especialmente indicadas para tratar alergias às proteínas do leite de vaca, no entanto, estas estão disponíveis apenas mediante receita médica. Se você suspeitar que seu bebê tenha alergia à proteína do leite de vaca, consulte seu médico para um diagnóstico formal.

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Fórmulas para prematuros

Indicadas para atender às necessidades nutricionais dos prematuros e/ou recém-nascidos de baixo peso, levando em consideração sua imaturidade digestiva e metabólica. São fórmulas acrescidas de soro de leite e ácidos graxos especiais.

Fórmulas “Conforto” para bebês com cólicas

A fórmula “conforto” também está disponível, com o apelo de ajudar os bebês que ficam inquietos e com cólicas. Alguns fabricantes também dizem que os leites de conforto ajudam nos gases, nas cólicas ou na constipação.

No entanto, não há evidências de pesquisa para mostrar que esses leites reduzem os sintomas. Além disso, é muito comum os bebês terem cólicas durante as primeiras semanas de vida. Os bebês choram muito (especialmente antes dos 3 meses de idade) e precisam de muita atenção, carinho e carinho, e muitas vezes mais à noite!

O que costuma ajudar é realizar alimentações menores e mais frequentes, com arrotos e massagens mais frequentes durante e após as alimentações, para retirar os gases que o bebê engoliu durante a alimentação.

As cólicas muitas vezes melhoram à medida que o bebê cresce, é melhor que ele continue com as fórmulas infantis de primeiro estágio, mesmo que apresente esses sintomas.

Lembrando que a partir dos 6 meses o bebê já inicia a introdução alimentar – e com isso o consumo de leite irá diminuir progressivamente.

Composto Lácteo

ATENÇÃO! O chamado “composto lácteo” parece leite de vaca, mas não é! Também não é uma fórmula infantil.

Os compostos lácteos são produzidos a partir de uma mistura de leite (devem ter no mínimo 51%) e outros ingredientes lácteos ou não lácteos e costumam conter açúcar e aditivos.

Eles não substituem o leite materno e nem as fórmulas infantis.

Têm embalagens e rótulos muito parecidos com os das fórmulas infantis e geralmente estão lado a lado no supermercado ou na farmácia – e têm preços menores.

Por isso, leia sempre o rótulo com atenção.

Os compostos lácteos vêm com esse nome escrito na embalagem, na frente ou no verso. E o fabricante precisa informar no rótulo:

“Composto lácteo não é leite em pó” ou

“Este produto não é leite em pó”.

Beijinhos,

Daniela