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As cinco maiores dúvidas sobre Introdução Alimentar

September 28, 2016

Respondidas pela Dani Pane, hoje trouxemos as dúvidas mais recorrentes das famílias que estão em processo de introdução alimentar de seus bebês! 

 

 Foto: Juliana Moreno

 

  • Como eu sei que meu bebê está pronto para começar a introdução alimentar? 

Os órgãos de saúde mundiais, inclusive o ministério da saúde aqui no Brasil, preconizam que a introdução alimentar deve começar aos seis meses para o bebê em amamentação exclusiva e aos quatro meses para o bebê em lactação artificial. Mas isso não significa que todos os bebês do mundo estarão  preparados para comer exatamente nessa data. Especialmente se estiverem acompanhados por profissionais de saúde qualificados, as famílias podem e devem - ao redor desse marco sugerido - observar aspectos de prontidão do bebê.
No geral o bebê que está pronto para comer pode sentar-se sozinho, leva o alimento à boca, e acima de tudo, mostra muito interesse pela comida, tentando alcançar e salivando quando vê os adultos ou outros irmãos comerem. Se o bebê estiver inserido na cultura e rotina da família, observando e participando dos momentos de refeições, você não terá dúvida de sua prontidão. A melhor dica aqui é: observe seu bebê.

 

  • De que forma eu devo oferecer esses alimentos?


Mais do que como oferecer vamos pensar em como não oferecer. Ainda vemos acontecer paradigmas ultrapassados, como as sopinhas e papas muito líquidas. Esse formato de comida não é indicado para bebês em transição do leite para o alimento sólido. Muito embora pareça lógico que devamos "espessar" o líquido até chegar na comida sólida, já sabemos que as sopas e papinhas muito líquidas - além de um aporte nutricional e calórico mais diluído - não favorecem o desenvolvimento da mastigação. A introdução alimentar está diretamente ligada ao desenvolvimento dos músculos da boca e maxilar.
Os órgãos de saúde falam em papas grossas, amassadas com o garfo, de modo que a criança seja estimulada a mastigar. Nessa conduta, estamos falando de alimentação pelo adulto, com a colher.
Atualmente temos visto o crescimento do BLW - que é uma forma de conduzir a introdução alimentar baseada nas aptidões motoras do bebê. Ele praticamente se alimenta sozinho.

 

Leia mais sobre o BLW e introdução por papinhas aqui


No entanto, sabemos que há alguns cuidados nessa forma de apresentação, em especial sobre alimentos com alto potencial de engasgo. Dessa forma, uma boa dica é evitar alimentos que as gengivas, e a habilidade que a criança tem com a mastigação, não consigam triturar.

 

Leia mais sobre isso aqui

 

 

 Foto: Juliana Moreno

 

  • Como eu posso garantir que todos os nutrientes necessários ao desenvolvimento do meu bebê estão sendo ofertados?


Os bebês alimentados ao peito ou fórmula recebem do leite todos os nutrientes que precisam para crescer, sendo que o leite materno é o melhor alimento para o bebê humano. A introdução alimentar é uma alimentação complementar, que vai gradualmente se transformando em alimentação principal, enquanto o bebê desmama. E isso, de acordo com cada mãe e bebê, pode levar muitos meses, sendo que geralmente, os bebês que mamam fórmula tendem a fazer essa transição de maneira mais rápida. Ainda assim, de uma forma geral, costumamos recomendar que na oferta de alimentos para o bebê reconheça que há dois grandes grupos de nutrientes essenciais para seu desenvolvimento: ferro e cálcio. Adicionado a isso, um bebê precisa de aporte energético, ou seja, gorduras e calorias para crescer saudável. Se o ferro e o cálcio são importantes, combinados com o aporte de calorias, é comum se pensar que uma refeição para ser completa precisa de muitos alimentos. Mas não é bem assim. Ferro e Cálcio são melhores absorvidos quando combinados com vitaminas, C e D, respectivamente. Não se apavore! Não são MAIS ingredientes no prato do bebê, pelo contrário. Essa é uma sugestão de combinações inteligentes.

 

Por exemplo, um peixe assado com folhas escuras e um pouco de arroz. Voilá! O peixe é fonte de ferro, as folhas tem vitamina C e o arroz é o carboidrato necessário. Essa é uma refeição completa e inteligente.

 

Veja mais combinações entre alimentos que melhoram a absorção de nutrientes
 

  • Posso dar o peito junto com a comida?

 

Pode. :) 

 

  • Minha amiga sempre amamentou seu bebê com leite artificial e, coincidência ou não, ele dorme melhor do que o meu. Tem algum fundamento?

 

As questões ligadas ao sono do bebê em fase de amamentação/ introdução alimentar, de uma forma geral, tem menos à ver com a saciedade ou necessidade nutricional do bebê do que com seu processo de desenvolvimento global. Afetivo por exemplo.

Um bebê precisa e solicita a companhia atenta de um adulto 24h por dia, inclusive de madrugada. Amamentamos os bebês na madrugada também porque é uma forma de estar junto, cuidando, e em conexão, de uma forma sutil, que nos permite repousar. Bebês que mamam na mamadeira, também acordam à noite. Mas muitas vezes, são acostumados a retornar ao sono com outros mecanismos, que não a amamentação. 

 

Para saber mais sobre o sono do bebê, leia este link

 

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